quinta-feira, 30 de julho de 2009

Meu pensamento tá sem ritmo. Rumo tem, ritmo não.

domingo, 26 de julho de 2009

Anticipation has the habit to set you up

Tantas cartas. Tantas palavras desperdiçadas, que deveriam ter sido ditas mas que foram esquecidas embaixo da cama ou atrás da geladeira, escorrendo pelo azulejo da casa e se estendendo em pequenas poças.. É mesmo uma pena ver todas essas palavras bonitas serem sugadas pelo ralo e pelo rodo.
É mesmo uma pena, mas hoje eu sonhei com você. E não devia, mas sonhei. Foi um sonho bonito onde você tinha cheiro de maçã verde e limão e tava tão gostoso ficar ali sentindo seu cheiro e seu gosto que eu ignorei o despertador e dormi mais uma hora.
É mesmo uma pena eu me desperdiçar assim em você.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O sol se pôs às 22h30 hoje.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Wrapped in secrets

A sintonia é no mínimo.. esquisita. Se esvai com muita agilidade e frequência, me deixando angustiada. Muitas palavras difíceis se adequariam à esse contexto, mas a fragilidade da minha cautela quando se trata do assunto prefere as mais simples, porque essas são mais fáceis de lidar.
Então é isso, vai ser bonito vermo-nos crescidos. Não na idade, mas na alma e na essência. Na cabeça, na aceitação, no enxergar um do outro com mais clareza. E eu espero que cresçamos logo. Vai ser bonito vermo-nos juntos também, sem a pretensão de um romance, é claro. Vermo-nos rindo em sincronia de novo, vermo-nos lado a lado, violão e voz, amarelo e marrom.
Acho que na realidade, esquisito mesmo é essa minha sensação de te conhecer há tempos e tão bem que eu poderia desenhar um mapa e escrever um manual de você.

Não sei como terminar. Colocar um fim nessas palavras que descrevem (quase) muito bem a confusão da minha cabeça e a angústia. Talvez quando tudo isso passar eu consiga terminar e colocar um ponto final. No texto e no resto.


Boa viagem pra mim (:

sexta-feira, 10 de julho de 2009

17h

A sintonia entre os dois era perceptível, quase tocável. A sensibilidade dos olhares trocados durante a tarde, os barulhinhos agradáveis que se mesclavam ao som principal e a estranheza que o conforto daquela sintonia remetia só acabou quando o despertador tocou e eles tiveram que ir embora. Não havia nenhuma pretensão para qualquer romance, é importante ressaltar.
E pode ser até que não existesse essa sintonia toda, essa harmonia, toda a sensibilidade que ela achou que estavam ali a tarde toda (nos olhares), mas acreditar nisso trazia a quietude, a sonolência e a calma que faltavam.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A time to be so small

Desta vez era muito simplesmente ele e só.
Ali, as cores e o calar compreensivo dos pássaros e do vento se encarregavam de acalmá-lo pelos instantes imediatamente anteriores ao desespero já previsto pelas nuvens - estas iam se aglomerando e escurecendo, como se em uma espécie de aceitação e compreensão silenciadas elas se moldassem a combinar com o instantâneo futuro emocional e mental do personagem.
Ele perdeu a conta três vezes de há quantas respirações estava ali, e acabou por levantar-se de supetão e desatar a chorar, num surto repentino de vontade de ir embora correndo dali. As nuvens em sua aceitação e compreensão já descritas, deixaram então que caísse sobre ele toda a chuva de um mundo, para que surgisse a sensação da calma ou muito naturalmente do sono.
Cambaleante, ele voltou a se sentar e adormeceu. A garça passou por ali pé ante pé, com medo de acordá-lo e foi livrar-se da melodia retida em si.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Alinham-se

Ele colocou o violão no chão e olhou pra ela com os mesmos olhos cansados de sempre. 
- O que eu quero dizer é.. Bom,se essa coisa toda de destino existe mesmo.. Se não existem coincidências e tudo está pré-planejado.. Então talvez você..
Ele desviou o olhar por alguns instantes. Deixou seus olhos azuis vagarem pela imensidão do céu.
Há dentro dos teus olhos certos desenhos e tons que criam um céu cansado nos olhos seus. Pequenas nuvenzinhas e brisas dançam lá dentro. Você desvia o olhar pra poder achar as palavras, pra poder ver os pássaros, pra poder ter tempo.. Meus olhos fogem dos teus por medo de cair. Medo de cair em você, no seu céu e na sua imensidão. Na sua incerteza.
- Deixa pra lá.
Ele pegou o violão do chão e recomeçou a música de onde tinha parado. Eu não disse nada, só olhei o céu.

Today, your eyes are my sky. Today, this is my sky.


Foto por: Ana Luiza Sala