quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

I'm not pretending and you know it

Férias são ótimas pra descansar as pernas, mas se você não souber como se organizar, a falta de pro-atividade pode dar um nó na sua cabeça e isso não é bom. Não pra mim, que já sou constantemente a mess (e se eu tivesse um namorado gato e poético como o Jason Mraz ele diria 'a beautiful mess', pra não não me deixar tristinha).
Sabe como é, ficar lá no sofá, de bunda pra cima, se entupindo de todo o tipo de alimento que eu passei o ano inteiro evitando, sem interagir com ninguém além da minha TV e da minha mãe, é letal. Eu começo a pensar demais e isso sempre acaba numa catástrofe mundial que vai me fazer chorar no banho e quebrar alguns copos.
Então pra poupar a louça (que vive sendo destruída, coitada. Eu e minha mãe somos uma ameaça de morte à cozinha) e pra não passar as férias deprimida, eu resolvi arranjar um monte de coisas pra fazer essa semana e ocupar a minha mente. Prometi a mim mesma que ia correr todo dia de manhã no Parque da Cidade, que iria ler todos os oitocentos livros que eu tô pra ler desde 2008, que iria aprender uma receita diferente todo dia, que eu ia fazer a unha, pintar a parede do meu quarto, plantar uma árvore, ajudar uma velhinha a atravessar a rua e consertar minhas roupas que estão rasgadas/furadas.
Claro que nada disso se cumpriu, a não ser fazer a unha porque é um pequeno prazer que eu faço questão, então estou chateada e confusa. São essas coisas imbecis que nunca foram de aparecer em mim, mas que agora não saem do meu pé. E é tudo culpa sua, e você sabe muito bem disso.
Mas eu viajo amanhã e aí as coisas vão se acalmar, como sempre. Quem sabe eu até não volto com um bronzeado arrazador de brinde?

domingo, 10 de janeiro de 2010

Say I'm a bird

Não foi preciso dizer nada, os olhares encerravam-se uns nos outros com uma sutileza inalcançável pras palavras. Um vento diferente soprou na direção contrária e todas as cores ricochetearam e se misturaram, criando tonalidades encantadoras mas que me enlouqueciam.
Eu nunca fui assim, de enlouquecer. Não me entenda mal, não reclamo de perder a cabeça. É bom pra alma e deixa o cérebro gritar melhor, mas a subjetividade desaparece e tudo pra mim sempre foi muito subjetivo. Até o gostar.
Eu resolvi abrir mão de tudo que eu sabia e queria quando suas cores invadiram as minhas, e agora que era a hora de me jogar no precípio, eu não posso me permitir.. E não devia ser um problema, não pra mim que sempre soube controlar.
Mas é feito andar de bicicleta, sabe? A gente nunca esquece como é que se controla (vontade, sentimento, ação, a língua..) e hoje a água me contou que é melhor eu esquecer.
Esquecer e controlar, quem sabe até colocar no freezer pra não estragar.
Validade: 55 dias.


Descobri que admitir faz bem pra pele, mas eu não nasci pra isso mesmo. Não tem jeito.
E tô precisando viajar.. Brasília tem suas estradas, mas eu navego em outras águas.

domingo, 3 de janeiro de 2010